O jornalista Renato Machado, um dos nomes mais respeitados e marcantes do telejornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira (16), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea. A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação desta matéria. Renato Machado deixa uma contribuição imensa para a comunicação brasileira. Durante décadas, entrou na casa de milhões de pessoas levando notícias com transparência, serenidade, conhecimento e elegância.
Era um jornalista de texto refinado, voz firme e postura segura. Um verdadeiro mestre da palavra e da informação, capaz de explicar os acontecimentos mais complexos com clareza, sem perder a sensibilidade e o respeito pelo telespectador. Renato se tornou especialmente conhecido por sua longa atuação como apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil, telejornal que comandou entre 1996 e 2011. Na bancada, ajudou a consolidar uma forma mais próxima, analítica e dinâmica de apresentar as notícias das primeiras horas do dia.
Sua trajetória, no entanto, foi muito além do Bom Dia Brasil. Renato Machado apresentou o Jornal da Globo, comandou edições do RJTV, participou do Jornal Nacional e produziu grandes reportagens para programas como Fantástico e Globo Repórter. Também atuou como correspondente internacional, acompanhando de perto importantes acontecimentos políticos, econômicos e sociais em várias partes do mundo. Em 2011, retornou a Londres como correspondente da TV Globo, função que exerceu até 2015.
Ao longo de mais de quatro décadas na emissora, tornou-se referência para jornalistas, apresentadores, repórteres e estudantes de comunicação. Renato Machado também era reconhecido pela paixão pela música, pela literatura, pela gastronomia e pelos vinhos. Levava para a televisão não apenas informação, mas conhecimento, cultura e sensibilidade.
Renato era mais que um apresentador. Era, como diriam os poetas, um artista da escrita e da informação. Um homem que transformava notícia em conteúdo, conteúdo em conhecimento e conhecimento em serviço prestado à sociedade. Sua morte representa uma grande perda para o jornalismo brasileiro. Fica, porém, o legado de um profissional que sempre tratou a notícia com responsabilidade, profundidade e respeito. Renato Machado nos deixa aos 83 anos, mas permanecerá na memória de gerações que aprenderam a confiar em sua voz e em sua forma elegante de contar a história do Brasil e do mundo.

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